Como aprendemos – pirâmide de Glasser [Infográfico]

Hoje vamos iniciar uma nova série de artigos e materiais sobre o tema: Como aprendemos. Na série, trataremos de temas como memória, como aprendemos melhor, as memórias, estilos de aprendizagem, a diferença entre a forma como as crianças e os adultos aprendem e como o fato de estarem fazendo você aprender como uma criança pode estar atrapalhando seu desempenho, entre outros. Iniciando pela pirâmide de Glasser.

Os conteúdos e a abordagem dos materiais que utilizamos e divulgamos no Clube levam sempre em conta todos esses fatores. Nós sabemos a diferença que o conteúdo certo, no formato certo na hora certa pode fazer para quem estuda. E você vai perceber isso também. Muito provavelmente, ao longo da série você vai começar a questionar uma série de coisas. Tanto se você estuda sozinho ou em algum curso/com professor particular.

Um jogo de erros e acertos

como aprendemos - tic tac toe

 

O engraçado é que quando entramos na escola ninguém nunca nos ensina a aprender. É como se aprender fosse uma atividade instintiva tanto quanto respirar. Quem já passou horas, semanas sentado em cima de um conteúdo sem sair do lugar sabe que não é bem assim. Essa deveria ser a primeira matéria a ser ensinada nas escolas. Para depois aprendermos português, matemática… já da forma correta. O correto é ler o texto 100 vezes até decorar? E se eu ler em voz alta? Copiar minhas anotações ajuda? Quem sabe resolvendo exercícios?

Somos largados à própria sorte para descobrir o que realmente funciona  ou não. Verdade é que não existe um único jeito de estudar que funcione para todo mundo, com a mesma eficiência. Mas há algumas tendências que funcionam de maneira geral, como a pirâmide de Glasser apresenta. O objetivo aqui é começar a mostrar pra você a luz no fim do túnel. Uma vez que tenhamos trabalhado o que funciona de maneira geral estará na hora de nos aprofundarmos no que funcinará ainda melhor para cada um de vocês.

 

A pirâmide de Glasser e sua teoria da escolha

Glasser foi um psiquiatra norte-americano criador da teoria da escolha. Em seu livro Teoria da Escolha- Uma Nova Psicologia de Liberdade Pessoal, e depois com um específico para o ensino: Choice Theory in the Classroom ele aplica essa teoria à educação e o resultado a que ele chega é o de que o professor  é um guia para o aluno e não um chefe. Apesar de o(s) livro(s) terem sido escritos em 97/98, sua conclusão está mais atual do que nunca. Em tempos onde os alunos não dependem mais de um professor para ter acesso ao conhecimento, tudo está ao alcance de alguns cliques no Google. O papel do professor é o de guia. Guiar os estudantes através desse mar de informações, nem sempre corretas ou confiáveis. Não é incomum ver estudantes perdidos nas redes sociais pedindo socorro pois estão confusos com tantas opções. Sem saber por onde começar ou que caminho seguir.

como aprendemos - que caminho seguir

 

” A boa educação é aquela em que o professor pede para que os alunos pensem e se dediquem a promover um diálogo para promover a compreensão e o desenvolvimento dos estudantes.”

William Glasser

Glasser dividiu sua pirâmide em 7 níveis. Os 4 primerios são formas passivas de aprendizado e os 3 últimos são formas ativas. A diferença na porcentagem de quando aprendemos com as atividades passivas e ativas é gritante. Aprendemos apenas em torno de 10% do que lemos (atividade passiva) e 50% do que vemos e ouvimos (última atividade passiva). Já as atividades ativas já iniciam em 70%, discutindo o conteúdo e chegam a 95% quando ensinamos.

Quer maximizar seu aprendizado? Quando estiver realizando atividades passivas tente sempre ver e ouvir o conteúdo. Seja transformando aquele texto em áudio, seja colocando legenda no seriado, achando podcasts que tenham transcrição… Mas quer ver seu aprendizado ser realmente turbinado? Encontre locais onde você possa conversar sobre temas de seu interesse no idioma que está aprendendo, faça exercícios, resumos com suas próprias palavras, tabelas, mapas mentais. Sempre que puder, ajude também outros estudantes. Isso é chamado de social learning e os benefícios são mútuos. Tanto para quem ensina (afinal, a tendência é você reter 95% dessa informação) quanto para quem aprende, pois pode ser que você fale a língua dessa pessoa melhor do que o professor dela. E ela finalmente consiga entender aquele significado, ponto da gramática, expressão…

Infográfico: a pirâmide de Glasser sob uma nova perspectiva

nós aprendemos - pirâmide de Glasser

Download infográfico AQUI

Quer ver a pirâmide no formato original? Então siga esse LINK.

E você, concorda com esses dados e com a teoria? Deixe sua opinião!

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